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Karla Passos e o Resgate da Cultura de Maragogi: Um São João de Emoções e Memórias

Há lugares que têm cheiro de história, som de tradição e cor de memória afetiva. Maragogi é um desses cantos do mundo onde a cultura pulsa, mesmo quando tenta, por descuido ou correria dos tempos modernos, adormecer. Mas como tudo que é verdadeiro, ela sempre acha um jeito de acordar. E foi exatamente isso que começou a acontecer quando a nova secretária de Cultura, Karla Passos, decidiu abrir as janelas e deixar a alma de Maragogi respirar de novo.

Aos poucos, Karla foi costurando, como quem borda com linha de esperança, cada pedaço da identidade cultural que estava guardado nas lembranças do povo. As festas que antes eram apenas histórias contadas por avós nas calçadas começaram a ganhar forma, cor e muita vida.

O grande exemplo dessa virada foi a volta triunfal da Vila de São João. Quem passou pela cidade nos últimos dias jurava estar num cenário de novela ou de filme nordestino. Bandeirolas coloridas dançavam com o vento, os balaios de palha voltaram a decorar as ruas, e as casinhas típicas fizeram os olhos de moradores e turistas brilharem. As fotos pipocaram nas redes sociais. O lugar, antes esquecido, agora virou parada obrigatória para aquele registro “instagramável”, com a legenda: “São João na Vila da Gente!”

Mas não foi só a estética que mudou. O mais bonito foi ver a alma das pessoas se reconhecendo ali. Crianças que nunca tinham vivido um São João de verdade aprenderam a dançar quadrilha. Os idosos, com sorriso de canto de boca, diziam: “Agora sim… Maragogi tá voltando a ser Maragogi.”

E a chuva de elogios veio… Nas redes sociais, nas conversas de mercado, nos encontros de fim de tarde na orla. Karla, com seu jeito discreto, mas com um olhar atento e um coração grande, conseguiu fazer o que muita gente achava que era impossível: reacender a chama da cultura popular.

O que antes era só saudade, agora é realidade. E, se depender da nova gestão da cultura, Maragogi seguirá sendo aquele lugar onde o presente e o passado dançam juntos ao som de zabumba, triângulo e sanfona. Onde cada festa tradicional é mais que um evento… é um reencontro com a própria identidade.

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